novembro 17, 2005

Manhã nunca suave



FOSSILIZAÇÕES V



               
             

da tarde o oiro floresce

 

a vespa percorre o vinho

 

nos melros se constrói a semente

carros sobem

junto aos carros se erguendo

 

breve é a água

e os carreiros onde os pés cintilam

 

as andorinhas conhecem a chuva

 

gota a gota se dispersa o quadro

e seu óleo

 

loira é a vida o mosto

 

Publicado por barbant em 09:05 PM | Comentários (1) | TrackBack